O que antes era apenas um amontoado de folhas e galhos, resíduos das varrições e podas de vegetação, agora é adubo nos parques da cidade de Belo Horizonte, em Minas Gerais. Isso graças à iniciativa da equipe da Gerência de Parques Barreiro e Oeste, da Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica. A ideia vem se mostrando uma alternativa rápida, econômica e eficaz para recuperação e manutenção de jardins nesses locais.

A gerente da equipe, Edanise Reis, explica que a ideia surgiu com o objetivo principal de ajudar a cuidar dos jardins do Parque Jacques Cousteau, onde foi feita a primeira experiência de compostagem. Os jardins do local, que já eram bastante elogiados por estarem sempre exuberantes, ganharam, então, um reforço na sua manutenção.

Como é o processo

“A ideia era termos um substrato puro e que pudéssemos ter sempre à mão, de forma mais rápida. Queríamos também otimizar o descarte dos resíduos das podas que fazemos dentro do próprio parque. Então, separamos um local para depositarmos as folhas da varrição e os resíduos da roçada dos gramados, já que são materiais que se decompõem muito rápido. Vamos molhando e misturando com terra e após cerca de três meses temos um composto para adubação de excelente qualidade e produzido próximo aos jardins que precisam de manutenção. Com esta proposta diminuímos as viagens do caminhão para transporte desses resíduos ao aterro e também ganhamos no quesito tempo, pois o adubo está prontinho para uso, não sendo necessário fazer um pedido de aquisição junto aos outros órgãos da prefeitura que nos abastecem com esse material”, conta.

Com o sucesso da iniciativa, a prática de compostagem foi estendida para outros parques. Edanise conta que o volume já produzido nesses parques também está atendendo à demanda dos jardins em parques de outras regionais.

No Parque Jacques Cousteau, além da compostagem, o visitante pode apreciar floreiras e adornos de jardins feitos com materiais reciclados: vasos de plantas e ferramentas inutilizadas, carrinho de mão e até um pequeno trator que abriga flores coloridas. Também estão em implantação bibliotecas comunitárias instaladas em geladeiras antigas e sem uso.

Por Prefeitura de Belo Horizonte

Fonte Ciclo Vivo