Você sabia que o Brasil é um dos maiores produtores e consumidores de palmito do mundo? Pois é! No entanto, a produção sempre foi baseada na exploração de espécies nativas, como a palmeira juçara, da Mata Atlântica, que morre logo após a colheita do palmito e atualmente corre sérios riscos de extinção.

Foi aí que a palmeira pupunha se popularizou como uma alternativa econômica e ambientalmente sustentável. A espécie começa a produzir palmitos já com 18 meses de idade e segue dando frutos, anualmente, por pelo menos uma década. Outro diferencial é que este tipo de palmito não escurece rapidamente após o corte, uma vantagem em relação às demais palmeiras, possibilitando sua venda in natura com maior valor agregado.

Somente no Paraná, o segmento cresceu quase 4.000% nas últimas duas décadas e aumentou o valor bruto da produção de R$ 480 mil para R$ 19,5 milhões no litoral do Estado. Bom, não?

O próximo desafio dos pesquisadores é viabilizar formas para que a produção de mudas seja mais barata. Hoje, o custo das sementes é alto, pois elas vêm da Amazônia brasileira e peruana.