Mais da metade das espécies de primatas conhecidas está ameaçada de extinção, segundo um levantamento divulgado  na revista Science Advances. Os cientistas afirmam que o principal motivo do desaparecimento desses animais está ligado a ações humanas, como a caça, o comércio ilegal e a exploração das florestas tropicais para a agricultura. O Brasil é um dos quatro países em que a maior parte dos primatas se concentra — animais como o mico-leão-dourado e o mico-leão-preto são algumas das espécies ameaçadas.

“Alarmantemente, cerca de 60% das espécies de primatas estão ameaçadas de extinção e por volta de 75% têm populações em declínio”, escrevem os autores. Do total de 504 espécies já registradas, o levantamento lança a dúvida sobre o futuro de 300 delas, incluindo gorilas, macacos, gibões, lêmures, lóris e outros. De acordo com o estudo, a extinção desses animais teria um efeito direto para os humanos, já que primatas sustentam o equilíbrio dos ecossistemas espalhando sementes e atuando como presas e predadores de outros seres vivos. Humanos frequentemente dependem deles para se alimentar ou para movimentar a economia.