Vivem hoje pelos céus, florestas e oceanos do planeta mais de 10 mil espécies de aves, pode não parecer muito, mas esse número representa mais que o dobro das espécies de mamíferos, são milhares de espécies tão diferentes entre si, com características tão singulares que as tornaram aptas a ocupar praticamente todos os habitats terrestres, ao longo dos sete continentes.

No Brasil, se encontram nada menos que 1919 espécies. Toda esta biodiversidade – que engloba desde a gigantesca ema até o pequenino beija-flor -, nos classifica internacionalmente como o terceiro país do mundo em diversidade de espécies de aves.

Mas com tantas aves voando por aí, como é possível identificar um registro? Afinal, quais seriam as espécies que cantam todas as manhãs em frente às nossas janelas?

Foi pensando em resolver este problema que, já em 1890, a brilhante jovem ornitóloga norte-americana, Florence Augusta Merriam Bailey, publicou aquele que seria considerado como o primeiro guia para identificação de aves de campo: Birds Through an Opera-Glass ( Baixe aqui:  https://gogl/VODx6yo.)

Bem diferente das tradicionais chaves de identificação de espécies utilizadas pela comunidade científica, os guias de campo passaram a contar com inúmeras imagens e descrições que fornecem ao grande público uma ferramenta simples e inigualável para que qualquer pessoa seja capaz de identificar a qual espécie uma ave pertence.

No Brasil, um dos primeiros autores a publicar obras relativamente similares foi um agrônomo carioca. Nascido em 1883, Eurico dos Santos, foi autor de cerca de 50 livros sobre animais e plantas. Sua admiração pelas aves está expressa no prefácio do livro Da Ema ao Beija-Flor: “Pudesse eu contagiar os meus leitores com a admiração pelas aves e o respeito pelas suas vidas, tão sagradas quanto as nossas, e teria conseguido o principal desejo que me guiou ao escrever este livro”.

Baixe o livro aqui: https://goo.gl/Dnsg7X